segunda-feira, 28 de junho de 2010

Guia de Segurança na Internet

A Safernet Brasil, instituição que trabalha pela defesa dos direitos humanos na internet, disponibiliza em seu site uma cartilha contendo dicas de segurança para o acesso a rede. Com o propósito de contribuir para a utilização da internet com ética e segurança, a Cartilha Saferdic@s é um material pedagógico, elaborado com linguagem simples e ilustrações, visando atigir grupos de diferentes faixas etárias, níveis sociais e educacionais. A cartilha contém informações de como navegar em redes de relacionamentos, blogs e sites de buscas, além de orientar o usuário a se defender dos cibercrimes e do ciberbullying. O guia também está disponível para download .

Capa da cartilha

Animação Anti-Bullying

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Site disponibiliza F.A.Q do Cibercrime

Para quem gostaria de saber como agir no caso de envolvimento em crimes no ciberespaço, como o ciberbullying, a LegalTECH, empresa de consultoria, gestão, perícias e treinamento, disponibiliza no seu site F.A.Q do Cybercrime. A empresa traz informações concretas de como proceder em caso de difamação, como registrar ocorrência e quais as delegacias procurar, com endereço das delegacias especializadas em Crimes Eletrônicos no Brasil, se é possível resgatar dados excluído pelo difamador entre outras informações.
É importante observar que a empresa coloca a possibilidade de descobrir o IP do criminoso sem a ação de quebra de protocolo, afirmando ainda que age em legalidade “analisamos criteriosamente cada caso com nosso corpo jurídico”.
A empresa também coloca que mesmo que se consiga a retirada do conteúdo ilícito judicialmente há a possibilidade do conteúdo retornar em outros sites, e explica que “para cada nova inserção seria necessária a obtenção de uma nova ordem judicial” já que os provedores não são obrigados a monitorar todo o conteúdo da Rede. Leia todo o conteúdo do F.A.Q do Cibercrime aqui.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Membros do MP recebem qualificação para combater crimes cibernéticos



Limites e possibilidades de combater crimes praticados na Internet, esse foi o principal assunto debatido na palestra de capacitação, ministrada aos magistrados de Minas Gerais. Promovida pela promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), Vanessa Fusco e o coordenador adjunto da promotoria especializada de Combate aos Crimes Cibernéticos do Estado, Evandro Borges, a capacitação é parte da Jornada de Estudos promovida pelo MP-AP em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento (CEAF).
O evento transmitiu aos procuradores, promotores e servidores do MP-AP o quadro brasileiro da legislação aplicada à internet, bem como métodos de operações de sucesso desencadeados na Promotoria de Minas, a única unidade no Brasil, especializada em Crimes Cibernéticos.
Segundo Vanessa Fusco, a capacitação serviu para derrubar o mito de que o Brasil é atrasado no que diz respeito ao Direito virtual. “É muito recente essa capacitação de operadores tanto das polícias quanto do sistema de justiça”, informou a promotora. “O que estamos assistindo agora é a reversão desse quadro, nos habilitando e capacitando os poderes policiais de punição”, completou.
O major PM, Evandro Geraldo Borges, trouxe uma abordagem operacional, ao demonstrar por meio de ocorrências, a prática de como atuar em campo de investigações e punições cibernéticas, “Essas experiências atestam algumas técnicas fundamentais na atuação de uma Promotoria especializada como a nossa, para fazer frente aos crimes cibernéticos”, declara o major.
Os palestrantes disponibilizaram aos membros e servidores do Ministério Público do Amapá a cartilha “Navegar com Segurança – protegendo seus filhos da pedofilia e da pornografia infanto-juvenil na internet”, desenvolvida pela Promotoria de Minas Gerais. O material traz os resultados das atuações de prevenção da Promotoria especializada em instituições públicas e privadas de ensino.



Crimes Virtuais


Dados mostrados na palestra apontam que 57% das fraudes na América Latina têm origem no Brasil, responsável por 67.5 milhões de usuários. Destes, 7% estão no Norte. “Os criminosos virtuais pensam que estão protegidos e anônimos por trás dos computadores, podendo, assim, cometer seus crimes impunemente”, afirmou o major Evandro. “Mas é exatamente essa a maior arma que nós temos contra eles”, alertou.
As principais condutas em que o computador é instrumento são o estelionato, crimes contra a honra, furto mediante fraude, ameaça, incitação ou apologia à prática de crimes e crimes relacionados com a distribuição de pornografia infantil.
Entre os jovens, os principais crimes cibernéticos são o Cyberbullying (constrangimento e humilhação virtual), Pedofilia, Pornografia, disseminação de vírus, roubo de senhas, direitos autorais e esteganografia (ocultar arquivos ilegais em arquivos aparentemente inofensivos).






terça-feira, 15 de junho de 2010

Cyberbullying: internet potencializa agressões entre alunos


Vem aumentando rapidamente no Brasil o número de casos de cyberbullying, uma variante das agressões psicológicas feitas na escola, agora praticada também pelo computador ou pelo celular. O fenômeno tem preocupado cada vez mais as instituições sociais, em especial as escolas. Para informar e alertar alunos, pais e professores, a Revista Nova Escola, do Grupo Abril, traz o assunto como matéria de capa desse mês.
Como o tema, “Cyberbullying: a violência virtual”, a revista aponta que na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente, tornam o bullying ainda mais perverso. E como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola.
Segundo a autora do texto, a jornalista Beatriz Santomauro, a Internet potencializou a violência, levada a cabo no ambiente escolar, “Enquanto no bullying tradicional, a criança é agredida na sala de aula ou no pátio da escolar, com o cyberbullying, a casa que antes era protegida, passa a ser lugar de abuso também”, comenta.
A matéria alerta às escolas, para ter ações de prevenção e combate contra o bullying presencial e virtual e ressalta ainda, que uma pesquisa recente feita com cinco mil alunos de escolas brasileiras, de 10 a 14 anos, aponta que 17% deles, foram vítimas dessas agressões, pelo menos uma vez, um índice bem significativo.
A reportagem apresenta três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional:


  • No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

  • Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.

  • A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.
De acordo com os especialistas,a escola precisa encarar com seriedade as agressões entre os alunos. O cyberbullying não pode ser visto como uma brincadeira de criança. A busca pela solução ou pela prevenção inclui reunir todos - equipe pedagógica, pais e alunos que estão ou não envolvidos diretamente - e garantir que tomem consciência de que existe um problema e não se pode ficar omisso.

Veja a matéria na íntegra:Nova Escola
















































































































segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ciberbullying na Veja


“A falta de ar e a tremedeira incontrolável eram sinais do pânico se apossando da estudante paulista Brenda Mayer, 16 anos, ao se aproximar da escola. Durante três meses seguidos, Brenda foi alvo de humilhações sistemáticas encabeçadas por um grupo de colegas do próprio colégio”. Foi assim que a edição do dia 5 de maio da revista Veja começou a reportagem sobre ciberbullying.
A maior parte da matéria se baseia na história de Brenda Mayer, antiga vítima do ciberbullying. Na época seus colegas criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut com o objetivo de agredi-la. Deprimida com as humilhações Brenda perdeu a vontade de ir para a escola e 4 quilos, para solucionar o problema seus pais tiveram que troca-la de escola.
A matéria, além de trazer histórias sofridas por crianças e adolescentes que sofreram ciberbullying, traz dados de pesquisas que mostram o nível da agressão pela web e dicas para os pais que querem evitar que seus filhos passam por este tipo de agressão.
Além da matéria impressa, que está disponível na web, a revista criou também o especial “as escolas encaram o bullying”, que tem uma página específica para o ciberbullying.
Leia a matéria aqui.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Jovens GLBTs são principais vítimas de Cyberbullying



Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos em Educação dos EUA, descobriu que aproximadamente um em cada dois jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT), são vítimas regulares da nova forma de bullying.
A distribuição eletrônica de fotos humilhante, a divulgação de informações falsas ou privadas, por meio de salas de chat, sites de redes sociais, via e-mail e por telefones celulares, são alguns dos ataques online, que segundo pesquisa são causas de sofrimento psíquico e emocional das vítimas, produzindo pensamentos suicidas na maioria dos jovens atacados.
O professor adjunto da Universidade de Iowa, Warren Blumenfeld, relatou sobre as sequelas das agressões online, “Essa é uma idade em que as influências dos pares se tornam primordiais na vida de uma pessoa jovem. Se alguém é condenado ao ostracismo e atacado, podem ter consequências desastrosas, não só fisicamente, mas principalmente a saúde emocional para o resto de suas vidas”, pontuou.


A pesquisa que foi realizada online, com 444 alunos do ensino ginasial, colegial e estudantes universitários, na faixa etária de 11 e 22, sendo que 350 deles eram auto-identificados indivíduos não-heterossexuais. Segundo a pesquisa 54% dos jovens LGBTs e simpatizantes relataram ter sido vítimas de cyberbullying nos 30 dias anteriores a pesquisa.
Entre os entrevistados não-heterossexuais, 45% relataram o sentimento de depressão como uma conseqüência do cyberbullying, 38% sentiram vergonha e mais de um quarto (26%) tiveram pensamentos suicidas.
Os resultados ressaltaram a impotência sentida pelas vítimas de cyberbullying, 40% dos jovens não-heterossexuais indicaram que seus pais não acreditavam que se eles estavam sendo ameaçados online, enquanto 55 % relataram que seus pais não puderam fazer nada para deter os ataques e 57% indicaram que não achou que um funcionário da escola poderia fazer nada para resolver o problema,"Eles temiam que poderia haver mais retalhação por 'bisbilhotar'", disse Blumenfeld.
Um em cada quatro alunos LGBTs responderam que eles precisavam aprender a lidar sozinhos com o cyberbullying. Mais da metade também temia contar aos pais sobre o problema, pois eles poderiam restringir o uso da tecnologia, o que para Blumenfeld pode ser, muitas vezes, a solução "para o mundo exterior" para muitos jovens LGBTs que foram condenados ao ostracismo por seus colegas na escola.
O estudo também propôs estratégias de prevenção, "Uma das estratégias que sai deste estudo é que devemos encontrar maneiras no nosso campus para capacitar os jovens para falar e agir como aliados e capacitar o espectador para se tornar um aliado na eliminação do problema", afirma Blumenfeld.
Os pesquisadores recomendam o desenvolvimento de programação e normas sociais nas escolas, eles também apresentaram uma proposta de nova concessão para estender sua pesquisa a uma amostra nacional que incluiria entrevistas cara a cara com os grupos focais.
A pesquisa foi co-escrito por Robyn Cooper, um cientista de pesquisa e avaliação na pesquisa ISU do Instituto de Estudos em Educação (RISE). O estudo foi publicado na edição especial de temática LGBT, do mês de março/2010, da Revista Internacional de Pedagogia Crítica.

Fonte: Universidade Estadual de Iowa.